Gavião-carijó faz ninho na Estação das Docas

Um gavião-carijó escolheu a Estação das Docas para fazer seu ninho. Funcionários do complexo turístico administrado pela Organização Social Pará 2000 foram os primeiros a avistar o pequeno abrigo na saída do estacionamento. No local, a ave de rapina que é comum na América Latina, sendo uma das poucas espécies que consegue se adaptar ao meio urbano, protege seus filhotes entre idas e vindas em busca de alimentos.


Camilo González veterinário do Mangal das Garças, que também é administrado pela OS Pará 2000, comenta que a sobrevivência do Gavião-Carijó em meio urbano é uma das adaptações mais bem-sucedidas do mundo animal, além de contribuir significativamente no controle de espécies consideradas nocivas à população. “Uma vez que estas aves, por estarem perto dos humanos, se alimentam de roedores, aranhas e lagartixas, por exemplo, ajudando no controle da população destes animais”, explica.


O biólogo Basílio Guerreiro revela que a ave é pouco ofensiva e de pequeno porte, tendo em média 36 centímetros de comprimento. “É raro que esta espécie tenha um comportamento agressivo contra seres humanos, mas quando há ataques, geralmente ocasionam apenas lesões superficiais que não provocam infecções bacterianas severas”, esclarece.


Basílio Guerreiro é biólogo do Mangal das Garças e conta que em outra ocasião uma ave da mesma espécie já foi levada da Estação das Docas para o Mangal das Garças, após sofrer um acidente.

“O Gavião recebeu atendimento da equipe do Parque, passou alguns meses no local recebendo treinamento, mas acabou fugindo após o ataque de um sabiá, que costuma ser ofensivo para proteger o ninho, e nunca mais voltou”, relembra o biólogo.


No entanto, Basílio explica que, exceto em caso de necessidades de cuidados médicos, não se pode realocar o ninho de uma ave, sob o risco de cometer crime ambiental, podendo receber de seis meses a um ano de prisão, de acordo com a lei ambiental 9605. “Iremos manter o ninho do Gavião na Estação das Docas, com cuidado para manter estratégias que garantam a segurança dos frequentadores”, pontua.


Um dos motivos pelos quais a lei existe protege os ninhos é o fato de que se as aves não voltam para um ninho abandonado e na maioria das vezes os filhotes não conseguem sobreviver sem os cuidados da mãe, e mesmo os que conseguem não se tornam devidamente adaptados.

Serviço:
Estação das Docas
Entrada franca. Abre todos os dias, de 10h a 00h.
Para entrar no complexo é obrigatório a utilização de máscara.
Endereço: Boulevard Castilhos França, S/N – Campina, Belém – PA

Deixe uma resposta